A importância da educação financeira

Organizar as contas, planejar os gastos, guardar dinheiro: como a educação financeira pode nos ajudar com isso?

Por Ana Maria Rocha, aluna do 3º período de Jornalismo do UniBH

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação financeira é um processo que permite uma melhor compreensão em relação aos serviços e produtos financeiros e nos torna capaz de fazer escolhas bem informadas sobre o assunto. Outro conceito que podemos nos referir no que se refere à educação financeira é a capacidade de entender como funciona o dinheiro.

Podemos citar o exemplo da fábula da “Formiga e a Cigarra”. “Vivendo num bosque, ambas dão às suas vidas o seguimento próprio de sua orientação animal. Enquanto a formiga diligentemente trabalha durante todo o dia, a cigarra canta divertidamente.” É melhor aproveitar o presente ou pensar e nos preparar para o futuro?

Com a crise no Brasil e a pandemia do novo coronavírus, tal cenário enfatiza como é necessário saber sobre a educação financeira, sobre os impactos que esta crise causa nas finanças ou nas empresas.

Ao buscar qualidade de vida para o presente e para o futuro, é preciso estabelecer metas e objetivos a curto e a longo prazo. Para algumas pessoas, é fácil definir metas, para outras não é tão simples assim.

Para explicitar a importância da educação financeira, conversamos o consultor financeiro Juan Henrique Ferreira Da Silva. Ele ressalta que a pandemia e a negligência do governo atual fizeram com que a economia fosse prejudicada porque milhões de pessoas estão desempregadas e sendo impedidas de trabalhar pelo fato de que vários estados/cidades adotaram o lockdown. O consultor afirma que, se a educação financeira já fizesse parte do nosso sistema de ensino, não estaríamos em uma situação caótica. “Ter um preparo para esses momentos é fundamental”, observa.

Juan relata que é de suma importância a aplicação da educação financeira desde os primeiros anos do ensino fundamental, porque com isso as pessoas vão ter uma conscientização sobre as suas finanças pessoais. A falta desse ensino pode causar situações de desconforto em relação ao dinheiro, mas o aprendizado pode ser passado de geração para geração.

“Desde crianças, somos ensinados a ser consumistas devido às propagandas persuasivas que são transmitidas na televisão. Com isso, entra a importância de aprender a investir e guardar o dinheiro. O hábito de investir hoje é uma ótima aplicação que muitas vezes acaba se tornando renda fixa. Sua outra serventia é fazer uma reserva para emergências. Assim, as aplicações acabam se tornando uma ótima forma de investir o seu dinheiro. Sabendo investir, melhor ainda”, pondera o consultor financeiro.

Segundo Juan, com o alto índice de busca por cursos sobre educação financeira, estão surgindo os famosos “vendedores de sonhos”, que ao invés de ajudar o cliente e ensiná-lo, estão engando as pessoas. Para ele, é preciso ficar em alerta: antes de comprar um curso ou algum livro, é importante, antes, conhecer o profissional.

“Aprenda o quanto antes. E se você é um pai ou mãe de família, não deixe de passar esses conhecimentos para seu filho(a), pois é algo simples, mas que faz uma diferença enorme se aplicado de maneira correta”, reforça.



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